Rio de Gastos 6: Quem paga a conta dos Jogos?

A Olimpíada de 2016 encerra uma década de megaeventos no Rio de Janeiro, e foi prometida como o momento de celebrar o esporte e a união dos povos, em uma cidade

transformada, uma cidade “olímpica”. Contudo, a realidade se mostra mais dura do que as imagens de televisão e do marketing oficial fazem crer. A transformação do esporte em negócio e a forma como o poder público direciona os recursos têm transformado o Rio
em cenário de constantes violações de direitos, acentuando um projeto de
cidade desigual e excludente.

Esta edição do Rio de Gastos pretende atualizar de forma direta o orçamento da Olimpíada, desvendar dados e discursos oficiais e explicitar alguns dos principais beneficiados pela realização dos “Jogos Obscuros”, assim chamados devido à falta de transparência.

O prefeito Eduardo Paes têm repetidamente dito que a maior parte dos gastos olímpicos é feita pela iniciativa privada. Trata-se de uma falácia. Na contramão desse discurso, procuramos contribuir com o debate público sobre o financiamento dos Jogos, ainda mais importante nesta conjuntura de ajuste fiscal, que tem acentuado cortes orçamentários nas
áreas sociais.

 

Entenda as cifras
Serão gastos, no total, R$39,07 bilhões, divididos em três componentes. O plano de políticas públicas inclui obras das três esferas de poder; a matriz de responsabilidade soma os gastos com equipamentos considerados exclusivamente ligados à realização do evento.

 

Gastos Públicos X Gastos Privados

O prefeito Eduardo Paes têm repetidamente dito que a maior parte dos gastos olímpicos é feita pela iniciativa privada. Trata-se de uma falácia.

Compare as tabelas propostas pela Rio 2016 e a verdadeira distribuição dos gastos, a partir dos cálculos feitos pelo Comitê Popular Copa e Olimpíadas

 

gastos oficiais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

proposta comitê popular

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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http://www.pacs.org.br/files/2016/04/Rio-de-Gastos-Abril-2016.pdf

 

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