Rio, cidade-sede de um modelo global de militarização

No começo de abril, o Rio de Janeiro vai sediar a LAAD Defence & Security, a “mais importante feira de defesa e segurança da América Latina”, conforme definem os próprios organizadores. A cidade palco dos megaeventos esportivos, onde 20% de homicídios são cometidos pela polícia em serviço, segundo dados da Anistia Internacional, vai receber mais de 600 marcas expositoras de armas, equipamentos bélicos e outras tecnologias “para o fomento de negócios junto às Forças Armadas, Forças Policiais e Especiais, consultorias, segurança corporativa e agências governamentais”, ainda segundo os organizadores.

O Rio se tornou sede também, recentemente, de um escritório da Drug Enforcement Administration (DEA), agência estadunidense de combate ao narcotráfico, que desembarcou em solo carioca a pedido do então secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Os dois fatos citados, à primeira vista isolados, colocam o Rio de Janeiro em destaque em uma dinâmica global de reprodução de um modelo militar de segurança nos territórios das cidades. Atualmente, as mortes por intervenção de policiais estão num patamar próximo ao cenário anterior à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Nesse contexto, que lugar o Rio pós-Olímpico ocupa na conjuntura global em que a comercialização de armas atingiu o maior volume desde o fim da Guerra Fria?

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