Confira os destaques do Instituto Pacs em 2018

Em 2018, o Instituto Pacs junto das redes, coletivos, articulações e frentes que integra, esteve construindo diversas lutas e resistências em defesa dos direitos e contra os retrocessos. Em defesa do bem viver, da luta pelos comuns, conectados aos territórios da Zona Oeste do Rio de Janeiro e de outras regiões do estado, do país e da região, apontamos nosso esforços no fortalecimento das coletividades sempre tendo em vista a centralidade do papel das mulheres nas lutas. Ao mesmo tempo, seguimos firmes denunciando criticamente o avanço dos megaprojetos sobre os territórios e osimpactos socioambientais que produzem expropriação, injustiça, adoecimento e morte em nome do modelo hegemônico de desenvolvimento.

Ainda ao longo do ano, enfrentamos as dores sentidas coletivamente pela esquerda brasileira. A desesperança nos tomou de assalto com a execução de Marielle Franco, em março, mas não tombamos. Marielle virou semente e inspiradas/os pela sua memória, seguimos de braços dados na luta por justiça, por direitos e por por justiça social, direitos e liberdades.

Que em 2019 sigamos juntas e juntos.

Confira abaixo os destaques de 2018:

MARÇO

Reestruturação interna

No dia 8 de março, a equipe do Instituto Pacs reafirma sua missão de seguir na luta junto a todas as mulheres e anuncia a composição de uma nova coordenação para o Pacs, formada por mulheres companheiras da equipe: Marina Praça, Aline Lima e Manu Justo, que somam suas potências e caminham lado a lado cotidianamente estruturando nossas lutas apostando em um caminho com mais igualdade e horizontalidade.

Instituto Pacs soma forças no Fórum Social Mundial por um outro mundo possível

“Resistir é criar, resistir é transformar”: o convite do Fórum Social Mundial de 2018 convoca a pensar os desafios da capacidade humana de resistência, de sonhar mudar um mundo cheio dos fundamentalismos das guerras, xenofobias e sistemas de dominação. Somando forças desde 2001, o Instituto Pacs chega a Salvador (BA) no FSM 2018 para participação em marchas, debates, Assembleia Mundial das Mulheres e outras atividades. O FSM começou hoje (13/03) e segue até 17/03. Confira destaques da participação do Pacs.

Sequestro das águas na Zona Oeste do Rio em pauta no FAMA 2018

Gente do mundo inteiro se reuniu em Brasília, de 17 a 20 de março, pra dizer que a água deve ser tratada como bem comum, direito dos povos e da própria natureza: um grito unido contra o poder das grandes corporações e a mercantilização de rios, córregos, bacias e aquíferos. A Rede Carioca de Agricultura Urbana (RedeCau), o Instituto Pacs e a Articulação Popular Plano das Vargens marcam presença no FAMA com a roda de conversa “Morar e Plantar: o sequestro das águas e as lutas feministas pela defesa dos bens comuns na Zona Oeste do Rio de Janeiro”.Leia>>

ABRIL

Cartografia Feminista

Mulheres da Zona Oeste do Rio de Janeiro mapeiam resistência ao racismo e conflitos socioambientais na região

“Somos mulheres de diversas idades, origens e lugares. Moradoras e militantes da Zona Oeste do Rio de Janeiro, donde se constrói muitas resistências em resposta às ameaças impostas pelo capital e pelo Estado em nome de um modelo de desenvolvimento que explora e esgota os bens naturais, nossos trabalhos, vidas e corpos”. Partindo deste mote, um grupo de mulheres da Zona Oeste do Rio de Janeiro lança plataforma virtual que reúne mapa, textos, documentos e ilustrações sobre esta região do município. Com o título”Enfrentamentos aos racismos pelos olhares das Mulheres – uma cartografia feminista sobre violações e resistências na Zona Oeste do Rio de Janeiro”, o material disponível online no endereço  militiva.org.br contém além do mapa  com verbetes e ícones, textos analíticos, trechos da pesquisa e sistematização do percurso de investigação empreendido pelo grupo de mulheres auto-organizadas que se autodenomina Militiva. Leia>>

Fortalecer o protagonismo feminino: mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro traçam estratégias para 2018

Cerca de 30 mulheres da região serrana e costa verde do estado, da zona metropolitana e de diversas regiões do município do Rio de Janeiro envolvidas com o plantio, a colheita, o beneficiamento, o comércio e as trocas solidárias agroecológicas reuniram-se nesta segunda-feira (16), no Rio de Janeiro, para traçar estratégias de fortalecimento e agenda comum. Elas integram o Grupo de Trabalho  Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), fundado em 2013. Leia>>

MAIO

Caravana visita territórios que resistem ao racismo ambiental no Rio de Janeiro

Territórios que resistem ao racismo ambiental  se encontraram entre os dias 23 e 26 de maio, no Rio de Janeiro, em caravana organizada pelo Instituto Pacs. A atividade contou com a participação de pessoas, grupos e movimentos na resistência aos impactos de megaempreendimentos, especulação imobiliária e poluição.

A Caravana Territórios contra o Racismo Ambiental no Rio de Janeiro passou por quintais agroecológicos em Magé, pela área conhecida como Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, por Santa Cruz, na cidade do Rio, e foi finalizada com visita ao Quilombo do Campinho, em Paraty, na Costa Verde do Estado. Leia>>

Pacs visita experiências de autogestão e participa de mutirão agroecológico na Ocupação Marielle Franco em Recife

Entre os dias 6 e 12 de maio, o Instituto Pacs visitou, em Recife, experiências de autogestão protagonizadas por movimentos de moradia, agroecologia e de mulheres. O objetivo era dar prosseguimento aos encaminhamentos produzidos no Curso Autogestão, Bem Viver e Territórios, ocorrido em dezembro de 2017 no Rio de Janeiro. Confira>>

JUNHO

Pacs participa de espaços sobre agroecologia, direito à Cidade e resistências à mineração no IV Encontro Nacional de Agroecologia

Aconteceu de 31 de maio a 3 de junho, em Belo Horizonte, o IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA). Organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia e grupos, entidades, movimentos e articulações de vários estados brasileiros e do distrito federal o encontro contou com a participação de cerca de duas mil pessoas de todas as regiões do país. Durante os três dias de atividades, o Instituto Pacs participou de espaços de discussão sobre agroecologia, direito à cidade e resistências à mineração. Leia>>

JULHO

No Rio de Janeiro, ações do Julho Negro marcam luta internacionalista contra o racismo e o genocídio

Acontece de 23 a 27 de julho de 2018, o III Julho Negro. Organização protagonizada pelos movimentos de Mães e Familiares Vítimas do Estado Brasileiro e grupos que formam o movimento de favelas do Rio de Janeiro,o Julho Negro reúne organizações ao redor do globo que pautam a luta contra a militarização e o racismo como o Black Lives Matter (Vidas Negras importam) dos EUA, mães e familiares da Palestina, do México e da Associação de Haitianos do Brasil. Leia>>

AGOSTO

Instituto Pacs participa de seminário sobre política nacional de Direitos Humanos e Empresas

A busca pela maximização de ganhos na atividade empresarial tem subjugado a proteção socioambiental e a garantia de direitos humanos, colocando em xeque o compromisso assumido pelo Brasil com a Agenda 2030, das Nações Unidas, que propõe mudança paradigmática do atual modelo de desenvolvimento. O alerta foi feito durante o seminário “Direitos Humanos e Empresas no Brasil”, realizado no último dia 29 de agosto em Brasília (DF) pela Oxfam Brasil e pelo Grupo de Trabalho Corporações, que colocou no centro da discussão os impactos provocados pela atuação de grandes corporações em diversos países e a necessidade de conferir efetividade aos direitos de populações atingidas. Leia>>

Às margens do Rio de desenvolvimento

O modelo socioeconômico de desenvolvimento capitalista nas periferias é capaz de afetar a vida de milhares de moradores através de megaprojetos industriais. O impacto na população que sofre as consequências ocultas de megaeventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, além de megaprojetos como o Porto do Açu, a Companhia Siderúrgica do Atlântico, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) pode ser visto na saúde, na moradia e nas condições de trabalho, cada vez mais precarizadas. Confira na reportagem do Instituto Pacs para o Le Monde Diplomatique Brasil.  

SETEMBRO

Pare Ternium Brasil

Moradores e moradoras do bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro lançam carta-compromisso aos candidatos às eleições de 2018 combate às violações de direitos da Ternium Brasil, maior siderúrgica da América Latina.

OUTUBRO

Democracia é palavra feminina

Durante as eleições presidenciais, o Instituto Pacs lançou a campanha “Democracia é palavra feminina!” a favor dos direitos das mulheres e contra qualquer tipo de preconceito, discriminação, desigualdade e apologia à violência e à tortura e combate aos direitos humanos.

Mulheres e Agroecologia

A 1ª Plenária de Mulheres e Agroecologia aconteceu entre os dias 23 e 24 de outubro, com integrantes do Grupo de Trabalho Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), buscavam vislumbrar estratégias de resistência e fortalecimento.

NOVEMBRO

Crime de Mariana

No marco de três anos do rompimento da Barragem de Fundão da Samarco (Vale/BHP Billiton), no município de Mariana (MG) contou com um ciclo de atividades, que aconteceu de 5 a 8 de novembro, com cerca de 50 representantes de organizações de treze países e de dez estados brasileiros.  O Instituto Pacs também esteve presente na ocasião de reafirmação da luta contra a mineração na América Latina e da busca pelo fortalecimento de resistências à mineração.

A realidade por trás da Ternium Brasil

Ao longo de treze anos, a atuação da Ternium Brasil, antiga ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), interfere diretamente nas condições de vida e de trabalho da população de Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, onde está localizada. Além dos altos índices de poluição atmosférica, a presença da siderúrgica no local trouxe graves consequências ao território.Confira na reportagem do Instituto Pacs para o Le Monde Diplomatique Brasil.

DEZEMBRO

Autogestão

A 4ª edição do Curso Autogestão nos Territórios aconteceu no último fim de semana, de 29 de novembro a 2 de dezembro, com homens, mulheres, jovens e crianças de sete estados: Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Porto Alegre, Bahia e Minas Gerais. Indígenas, agricultoras, integrantes de coletivos e movimentos de luta por moradia, em defesa do direito a morar e plantar, estiveram reunidos partilhando histórias e conhecimentos plantados e colhidos “desde abaixo”.

Guardiãs do Território: Agroecologia e Resistência no Rio de Janeiro

A agroecologia é uma das respostas ao modelo de desenvolvimento capitalista que nos aprisiona e impõe força. O vídeo “Guardiãs do Território: Agroecologia e Resistência no Rio de Janeiro” mostra algumas histórias de mulheres agricultoras do estado do Rio de Janeiro , que vivem, plantam, colhem e resistem a partir da agroecologia.

Vidas Atingidas

O lançamento da publicação “Vidas Atingidas – Histórias coletivas de luta na Baía de Sepetiba” acontece marcou cerca de duas décadas de atuação do Pacs na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a partir do olhar crítico e do fortalecimento das resistências dos territórios que compõem essa macrorregião da cidade, impactada diretamente pelos megaprojetos e megaeventos.

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