Instituto Pacs e GT Mulheres da AARJ promovem encontro sobre feminismos e agroecologia em Costa Verde

Promover um intercâmbio de experiências e pensar a economia feminista a partir do trabalho das mulheres na agricultura foram alguns dos principais objetivos do Encontro do GT Mulheres da Articulação de Agrocologia do Rio de Janeiro (AARJ), que aconteceu em Costa Verde – RJ, nos dias 3, 4, e 5 de junho. O evento foi realizado pelo Instituto Pacs em parceria com o Observatório de Territórios Saudáveis e Sustentáveis da Serra da Bocaina (OTSS), que faz parte de uma iniciativa da Fiocruz com o Fórum de Comunidades Tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, além de ter tido o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.

Encontro do GT Mulheres da AARJ na região de Costa Verde, no Rio de Janeiro | Foto: Instituto Pacs

 

 

 

O encontro contou com a presença de cerca de 60 mulheres, que representavam seis diferentes regiões da Articulação de Agroecologia do  Rio de Janeiro (Metropolitana, Serrana Leste, Serramar, Médio Paraíba do Sul, Norte e Costa Verde), além de uma programação de intercâmbios nos quilombos do Bracuí, em Angra dos Reis;  da Fazenda, em Ubatuba, que foi sede da atividade; e do Campinho, o primeiro quilombo certificado do estado, em Paraty. Em cada um, as mulheres participantes foram recebidas pelas griôs locais, pessoas mais velhas consideradas mestres que garantem a manutenção e a memória dos costumes locais. Os momentos tiveram ainda a participação da Cia. Mangará, responsável pela elaboração e condução da ciranda infantil, além de outras atividades culturais.

Momento de ciranda com as crianças, realizado pela Cia. Mangará | Foto: AARJ

O GT Mulheres AARJ já está no seu 6º ano de existência e, ao longo dos anos, contou com uma mudança de características e objetivos, ora voltadas para formações de mulheres, ora para representações em eventos específicos, como encontros estaduais, nacionais e plenárias da Articulação Nacional de Agroecologia. Hoje, o grupo tem o intuito de se articular com um caráter formativo com o foco na economia feminista a partir da agroecologia e da defesa dos territórios.

Por conta disso, a atividade serviu ainda para pactuar um processo coletivo de construção de um livro de receitas das regiões tradicionais dos territórios, uma demanda apresentada pelas mulheres há cerca de um ano. O objetivo da publicação é dar visibilidade ao trabalho das mulheres na cozinha como um lugar de luta e potência, além de reafirmar os diferentes locais como produtores de alimentos de suas próprias histórias. O livro está previsto para ser produzido e lançado no segundo semestre de 2019, a partir de uma parceria do Pacs com o GT Mulheres AARJ, entre outras coletivas.

 

 

 

 

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