Oficina de escrita para mulheres negras promove espaço de leitura e troca de saberes no Rio

A “Oficina de Escrita para Mulheres Negras”, realizada por uma parceria entre o Instituto Pacs e a Fundação Rosa Luxemburgo, aconteceu na última sexta (16), no Centro de Ação Comunitária (CEDAC), localizado na Glória (RJ). A atividade recebeu cerca de 25 mulheres de diferentes territórios, movimentos e organizações e foi ministrada pela escritora, jornalista e pesquisadora Bianca Santana, autora do livro “Quando me descobri negra”.

Com objetivo de dar visibilidade ao conhecimento produzido por autoras negras brasileiras, o evento contou com uma roda de conversa e leitura da publicação“Vozes Insurgentes de Mulheres Negras – do século XVIII à primeira década do século XXI”, que traz textos de 24 mulheres. O livro foi lançado em julho deste ano na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP),  junto a debates e oficinas da temática, a partir de uma iniciativa da Fundação Rosa Luxemburgo em parceria com a Editora Mazza. “Queremos disseminar o pensamento de Rosa Luxemburgo. Temos a certeza que não é possível transformar se a gente não caminhar junto e esse livro faz parte disso”, afirma Christiane Gomes, coordenadora da fundação.

Cerca de 20 mulheres participaram da atividade, que contou ainda com a distribuição de exemplares de publicações e materiais | Foto: Comunicação Instituto Pacs

 

A oficina iniciou com uma rodada de apresentações  a partir da leitura de trechos do livro, seguido de práticas de escrita conduzidos por Bianca. “A escrita é uma luta política. Nós crescemos sem saber a nossa perspectiva da nossa própria história, então essa é uma tentativa de facilitar o acesso ao texto de mulheres negras que vieram e escreveram antes de nós”, afirma a escritora.

A Oficina de Escrita para Mulheres Negras contou com um espaço de roda de conversa e leitura |        Foto: Comunicação Instituto Pacs

As mulheres foram estimuladas a escreverem sobre diferentes temáticas, cada uma ao seu estilo e personalidade, e depois lerem em voz alta na roda. Assuntos como feminismo negro, racismo, conjuntura política e práticas afetivas individuais foram colocados durante a produção dos textos. “A escrita e a leitura tem a potência de nos teletransportar para um outro lugar e todo mundo tem o direito de fazer parte disso”, finaliza Bianca.

Ao final, as participantes receberam ainda exemplares de publicações sobre feminismos e histórias de luta e resistências de mulheres do estado do Rio. As publicações do Instituto Pacs estão disponíveis para download na Biblioteca Berta Cáceres.

 

 

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