{"id":457,"date":"2021-05-14T18:30:44","date_gmt":"2021-05-14T21:30:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/?post_type=material&#038;p=457"},"modified":"2021-05-14T18:30:44","modified_gmt":"2021-05-14T21:30:44","slug":"o-aquilombamento-como-resposta-historica-as-violacoes-vividas-na-zona-oeste-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"material","link":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/material\/o-aquilombamento-como-resposta-historica-as-violacoes-vividas-na-zona-oeste-do-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"O aquilombamento como resposta hist\u00f3rica \u00e0s viola\u00e7\u00f5es vividas na Zona Oeste do Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"\n<p>*Mat\u00e9ria fruto de entrevista com Silvia Baptista, lutadora e lideran\u00e7a da Zona Oeste, realizada no escopo da #CampanhaMulheresTerrit\u00f3riosdeLuta, adentrando a regi\u00e3o pelo olhar e corpo de luta de Silvia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/miro.medium.com\/max\/2560\/0*wBBL4DXBxJ_lWeue.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Foto: Acervo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"0513\">A Zona Oeste do Rio de Janeiro, regi\u00e3o que abrange mais de 40 bairros da&nbsp;cidade, historicamente se desenvolveu por meio de um sistema produtivo escravocrata, com a ocupa\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios por grandes fazendas e unidades produtivas no s\u00e9culo XVII e que hoje mant\u00e9m os legados deixados por essa \u00e9poca. \u00c9 nessa regi\u00e3o que vive Silvia Baptista, mulher negra, de origem quilombola, pedagoga e doutoranda em planejamento urbano pelo IPPUR\/UFRJ. Silvia tamb\u00e9m faz parte da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/COLETIVAPOPULARDEMULHERESZO\/\">Coletiva Popular de Mulheres da Zona Oeste<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/teiasolidariedadZO\/\">Teia de Solidariedade da Zona Oeste<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"dd6a\">Na \u00e9poca do regime da escravid\u00e3o, o Maci\u00e7o da Pedra Branca se tornou local de ref\u00fagio e deixou como legado a exist\u00eancia de tr\u00eas quilombos na regi\u00e3o: Cafund\u00e1 Astrogilda, de onde vem a fam\u00edlia de Silvia, Quilombo do Camorim e Quilombo Dona Bilinha. Al\u00e9m disso, outra heran\u00e7a tamb\u00e9m deixada por esse per\u00edodo \u00e9 a pr\u00f3pria agricultura tradicional e camponesa da Zona Oeste, e a agricultura urbana que tamb\u00e9m surgiu por meio de correntes migrat\u00f3rias internas no pa\u00eds no s\u00e9culo passado. Silvia explica que, a partir do modelo de cidade que foi sendo implementado tamb\u00e9m no s\u00e9culo XX, se iniciaram as lutas pela terra como produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, j\u00e1 que o sistema de plantifica\u00e7\u00e3o urbana, com base no mercado imobili\u00e1rio, foi banindo posseiros, agricultores e agricultoras, al\u00e9m de provocar novos espa\u00e7os de segrega\u00e7\u00e3o, mantidos at\u00e9 hoje. \u201cEnt\u00e3o, voc\u00ea tem um condom\u00ednio aqui, ao lado de uma favela; espa\u00e7os amea\u00e7ados e pontuado aqui e ali com espa\u00e7os de agricultura\u201d, explicou ela.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"842d\">Atualmente, a Zona Oeste do Rio \u00e9 uma das regi\u00f5es mais impactadas pela presen\u00e7a de megaprojetos e, h\u00e1 alguns anos, tamb\u00e9m foi alvo da realiza\u00e7\u00e3o de megaeventos, como aponta Silvia: \u201cEu vou primeiro falar da grande m\u00eddia, porque temos aqui duas grandes televis\u00f5es numa \u00fanica avenida, com uma dist\u00e2ncia de menos de 25 km uma da outra\u201d. As emissoras citadas por ela s\u00e3o a Rede Globo, que ocupa uma \u00e1rea total \u00e1rea total de 1,73 milh\u00e3o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Metro_quadrado\">metros quadrados<\/a>, entre os bairros de Jacarepagu\u00e1 e Curicica; e a Rede Record, que ocupa uma \u00e1rea estimada em 41 mil metros quadrados, localizada em Vargem Grande. Junto com a grande m\u00eddia, h\u00e1 ainda a ind\u00fastria imobili\u00e1ria internacional, com a constru\u00e7\u00e3o de grandes condom\u00ednios, como \u00e9 o caso do Ilha Pura.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"5a0d\">Silvia conta que h\u00e1 uma grande rela\u00e7\u00e3o entre a atua\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria imobili\u00e1ria na regi\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o de megaeventos. O local onde se encontra o Ilha Pura, por exemplo, foi a primeira sede do Rock in Rio em 1985: \u201c Era um espa\u00e7o muito alagado, tiveram que aterrar, as pessoas pisotearam, lembro que nesse primeiro Rock In Rio tinha muita lama, e a partir da\u00ed virou um terreno vi\u00e1vel para a ind\u00fastria imobili\u00e1ria\u201d, explicou. Essa mesma estrat\u00e9gia de megaeventos somados \u00e0 ind\u00fastria imobili\u00e1ria tamb\u00e9m foi utilizada na realiza\u00e7\u00e3o da Jornada Mundial da Juventude, evento cat\u00f3lico em 2013 que teria como sede um grande aterro em Guaratiba, mas que teve seu local alterado ap\u00f3s forte chuva que atingiu o Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"7f7b\">Outros exemplos de megaeventos que tamb\u00e9m geraram grandes impactos urbanos na regi\u00e3o foram os Jogos Pan-Americanos, as Olimp\u00edadas e a Copa do Mundo de futebol. \u201cA ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil foi extremamente beneficiada, alguns viadutos, pontes, estradas\u2026 Voc\u00ea v\u00ea naturalmente o excesso do concreto, o excesso de interven\u00e7\u00e3o organizada pelo grande capital\u201d, contou. De acordo com Silvia, em Curicica h\u00e1 um viaduto que provocou uma divis\u00e3o profunda no bairro, constru\u00eddo para suprir os interesses da realiza\u00e7\u00e3o das Olimp\u00edadas na cidade. \u201cOs megaeventos e a ind\u00fastria imobili\u00e1ria causaram amea\u00e7as de remo\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia e \u00e0s experi\u00eancias de agricultura urbana, e muitas dessas amea\u00e7as se consolidaram, se cumpriram. Outras amea\u00e7as ainda pairam no ar, tirando o sono das mulheres e suas fam\u00edlias\u201d, pontua ela.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ded9\">Os moradores da Zona Oeste enfrentam ainda a presen\u00e7a de megaprojetos como a Ternium (antiga TKSA), o Porto de Sepetiba e o Arco Metropolitano, todos relacionados com a vis\u00e3o do \u201cgrande\u201d e de capital internacional e respons\u00e1veis tamb\u00e9m pelos impactos ambientais e sociais na regi\u00e3o. \u201cAs pessoas atingidas s\u00e3o todas aquelas cujo modo de reprodu\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria vida n\u00e3o pactua, n\u00e3o corresponde aos ideais do capital. E a\u00ed s\u00e3o todos os pobres, pretos, perif\u00e9ricos, a popula\u00e7\u00e3o quilombola, os cai\u00e7aras, os pescadores, as pescadoras, as marisqueiras, os agricultores e as agricultoras, e sobretudo as mulheres, e a\u00ed todos esses corpos t\u00eam uma espacialidade aqui na Zona Oeste, e seus locais de assentamentos, de resist\u00eancia, s\u00e3o todos amea\u00e7ados\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"c931\">De acordo com Silvia, a renda da terra passou a beneficiar alguns, provocando uma extrema concentra\u00e7\u00e3o: \u201cOs impostos se tornaram proibitivos, causando uma exclus\u00e3o social dos mais pobres, um ambiente profundamente transtornado, numa regi\u00e3o que poderia ser bastante equilibrada e com uma distribui\u00e7\u00e3o dos bens comuns no local, como por exemplo, a \u00e1gua\u201d. Segundo ela, no limite da Zona Oeste com a Baixada Fluminense, mais conhecida como \u201cborda Oeste\u201d, os moradores enfrentam ainda a dist\u00e2ncia com o mercado de trabalho, o que resultou no desenvolvimento de bols\u00f5es de extrema pobreza, forma\u00e7\u00e3o de novos despossu\u00eddos pela impossibilidade da pesca e da agricultura, antes tradicional, al\u00e9m dos problemas de sa\u00fade em fun\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"0e87\">Nesse processo de exclus\u00e3o social, Silvia afirma que cinco ou seis fam\u00edlias que concentram a m\u00eddia no pa\u00eds, sendo duas instaladas na regi\u00e3o da Zona Oeste, como apontado anteriormente, tiveram ou ainda possuem grande envolvimento com os acontecimentos na regi\u00e3o: \u201cUma \u00e9 a fam\u00edlia Marinho, a quem eu associo \u00e0 fam\u00edlia Medina, com o Rock in Rio j\u00e1 descrito. A fam\u00edlia ampliada do bispo Macedo, com os evang\u00e9licos, a Igreja Universal; e a Odebrecht, que seria dona de uma grande por\u00e7\u00e3o da parte oeste da Zona Oeste\u201d. No caso da \u00faltima, Silvia explica que as \u00e1reas de Vargem Grande, parte do Recreio, Piabas e Camorim estavam destinadas \u00e0 Odebrecht numa opera\u00e7\u00e3o urbana consorciada, definida por um dos projetos de estrutura\u00e7\u00e3o proposto pela Prefeitura do Rio: \u201cN\u00f3s nos insurgimos contra isso, criamos um plano popular das Vargens, participamos das audi\u00eancias p\u00fablicas, fizemos manifesta\u00e7\u00f5es de rep\u00fadio a essa forma de privatiza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, mas devo falar que tem uma liga\u00e7\u00e3o estreita com a Lava Jato e a\u00ed ainda h\u00e1 muito o que descobrir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e6e5\">Dentre as pessoas envolvidas em todo o processo de interfer\u00eancia na vida das popula\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, Silvia destaca ainda Carlos Carvalho, um dos donos da Ilha Pura e de outros milh\u00f5es de metros quadrados de terras na Barra da Tijuca: \u201cTem uma entrevista onde ele diz que \u2018jamais poderia morar perto de um ind\u00edgena, que ind\u00edgena fede\u2019. E \u00e9 um cl\u00e1ssico aquela entrevista, desnudando todo o processo racista dessa ind\u00fastria imobili\u00e1ria que quer tirar as pessoas de seus assentamentos tradicionais. Outros atores s\u00e3o invis\u00edveis, s\u00f3 aparecendo como lugares tenentes, entre eles \u00e1reas militares, que vicejam aqui nessa regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ba4d\">Para ela, a forma de atua\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o entre essas pessoas, \u201cformula toda uma narrativa e dissemina\u00e7\u00e3o de corpos e estruturas de repress\u00e3o, que impedem a livre express\u00e3o, o direito de ir e vir e da organiza\u00e7\u00e3o, abafando e amea\u00e7ando todas as poss\u00edveis insurrei\u00e7\u00f5es e criatividades\u201d. E, juntamente, o mercado de terras vem criando, al\u00e9m da exclus\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de itens prim\u00e1rios (como \u00e9 o caso da siderurgia) que demandam uma estrutura paramilitar que seja capaz de manter toda a popula\u00e7\u00e3o em sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"a4ff\">Nesse contexto de forte interfer\u00eancia dos \u201cmega\u201d nos territ\u00f3rios, Silvia aponta ainda como as mulheres sentem de forma diferenciada os impactos em suas vidas e corpos: \u201cAs mulheres est\u00e3o mais vulner\u00e1veis ao zoneamento urbano que produz essa segrega\u00e7\u00e3o espacial, que impossibilita o exerc\u00edcio dos modos de vida que t\u00eam normalmente, historicamente, um modo de vida diferente dos homens\u201d. Sendo assim, apesar da possibilidade de alguns poucos homens serem beneficiados por esse tipo de zoneamento urbano, as mulheres vivem uma realidade completamente diferente, como aponta ela: \u201cAs moradias se tornam insalubres, voc\u00ea v\u00ea esse distanciamento no mercado de trabalho, que de certa forma impossibilita ainda mais que os pais ajudem as mulheres a cuidar dos seus filhos. Voc\u00ea tem um maior n\u00famero de amea\u00e7as, de viol\u00eancia, viol\u00eancia sexual e dom\u00e9stica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"9b5b\">Apesar do cuidado territorial demandar mais esfor\u00e7os para as mulheres, diante desse emaranhado de amea\u00e7as pelos megaprojetos, Silvia acredita que \u201ca opress\u00e3o \u00e9 de tal monta, se torna lim\u00edtrofe da insurg\u00eancia e da possibilidade do revide\u201d. Assim, na maioria das vezes, s\u00e3o as mulheres que se colocam \u00e0 frente das lideran\u00e7as contra esse conjunto de opress\u00e3o e do choque do capital sobre a cidade: \u201cA gente tem uma capacidade organizativa, uma capacidade de estrat\u00e9gias emp\u00e1ticas que v\u00e3o fazer a transforma\u00e7\u00e3o no mundo\u201d, defende ela.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"fba1\"><strong>Quilombo rede hoje: a Teia de Solidariedade da Zona Oeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"4c30\">Mesmo diante de todos os desafios existentes no seu territ\u00f3rio e na luta di\u00e1ria contra as viola\u00e7\u00f5es de direitos provadas pela atua\u00e7\u00e3o dos megaprojetos e da ind\u00fastria imobili\u00e1ria, Silvia reconhece na uni\u00e3o de seu povo a import\u00e2ncia do resgate ancestral e, por meio da Teia de Solidariedade da Zona Oeste, tem compartilhado com outras companheiras a luta contra as desigualdades e contra a pandemia do COVID-19. \u00c9 por meio desse resgate das suas ancestralidades e dos aquilombamentos que, mesmo realizando reuni\u00f5es online nesse momento de isolamento social, a Teia tem concretizado a\u00e7\u00f5es e aprofundado rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"9217\">A Teia da Solidariedade \u00e9 gestada e gerida por mulheres pretas e perif\u00e9ricas, que visam diminuir a vulnerabilidade das fam\u00edlias impactadas pela pandemia. O trabalho \u00e9 realizado por meio da a\u00e7\u00e3o emergencial em sa\u00fade, articulada \u00e0 luta pela assist\u00eancia social, a moradia popular e a soberania alimentar como direitos. \u201c\u00c9 como se fosse poss\u00edvel a gente reconstituir um Quilombo rede n\u00e9, um Quilombo que tamb\u00e9m dialoga com o tema da autogest\u00e3o em rede, no sentido tamb\u00e9m de nos defendermos, n\u00e3o s\u00f3 da pandemia, mas principalmente da fome, e reconstruir uma outra economia que bebe dessa nossa tradi\u00e7\u00e3o de economia solid\u00e1ria, feminista e popular\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"5ff3\"><em>A entrevista que deu origem a mat\u00e9ria foi realizada por Marina Pra\u00e7a, coordenadora e educadora popular, e Yasmin Bitencourt, pesquisadora e educadora popular, ambas do Instituto Pacs. O texto foi escrito por Karoline Kina.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Mat\u00e9ria fruto de entrevista com Silvia Baptista, lutadora e lideran\u00e7a da Zona Oeste, realizada no escopo da #CampanhaMulheresTerrit\u00f3riosdeLuta, adentrando a regi\u00e3o pelo olhar e corpo de luta de Silvia. A Zona Oeste do Rio de Janeiro, regi\u00e3o que abrange mais de 40 bairros da&nbsp;cidade, historicamente se desenvolveu por meio de um sistema produtivo escravocrata, com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"featured_media":458,"template":"","material-category":[3],"class_list":["post-457","material","type-material","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","material-category-texto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/material\/457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/material"}],"about":[{"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/types\/material"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/material\/457\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":459,"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/material\/457\/revisions\/459"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/media\/458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"material-category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/wp-json\/wp\/v2\/material-category?post=457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}