{"id":5,"date":"2021-03-30T16:08:56","date_gmt":"2021-03-30T19:08:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/?page_id=5"},"modified":"2022-04-08T14:37:07","modified_gmt":"2022-04-08T17:37:07","slug":"sobre-a-campanha","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pacs.org.br\/mulheresterritoriosdeluta\/sobre-a-campanha\/","title":{"rendered":"Sobre a Campanha"},"content":{"rendered":"\n<p>A <strong>CAMPANHA MULHERES TERRIT\u00d3RIOS DE LUTA<\/strong> \u00e9 uma dentre tantas express\u00f5es de uma hist\u00f3ria viva e coletiva que est\u00e1 presente em diversas mulheres. S\u00e3o corpos que, submersos em sentimentos, reflex\u00f5es e dores, se veem como parte de lutas e conflitos. S\u00e3o mulheres que vivem situa\u00e7\u00f5es que parecem bem maiores que elas mesmas, mas em realidade s\u00e3o a continua\u00e7\u00e3o e o eco de seus corpos-territ\u00f3rios. S\u00e3o hist\u00f3rias, reflex\u00f5es, sentimentos, expropria\u00e7\u00f5es e reapropria\u00e7\u00f5es, artes, sonhos, encontros, coletividades, natureza, viol\u00eancias, lutos, indigna\u00e7\u00e3o, encantamentos e muitas formas de viver e (re)existir.<\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres, comunidades e coletividades que se veem, sem consulta, permiss\u00e3o ou di\u00e1logo, atravessadas por megaprojetos de morte, vendidos como megaprojetos de desenvolvimento. E que, diante dessa realidade, precisam reafirmar seus corpos-territ\u00f3rios como espa\u00e7os de luta. S\u00e3o complexos industriais que atravessam quilombos, mangues e avan\u00e7am violentamente sobre o corpo das mulheres. Usinas hidrel\u00e9tricas que atravessam comunidades ribeirinhas, rios e formas de viver. S\u00e3o mineradoras que crescem sobre casas, nascentes e terras de plantio para subsist\u00eancia. S\u00e3o sider\u00fargicas que penetram os lares, os pulm\u00f5es, a pele e a pesca artesanal. S\u00e3o ferrovias que atropelam quilombos, comunidades, terras ind\u00edgenas e tantos no caminho. S\u00e3o muitos os exemplos de atravessamento e desrespeito<br>\u00e0s formas de viver e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o da vida e da natureza, que em alguns casos j\u00e1 s\u00e3o limitadas por si s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 se desenvolvendo nessas terras atravessadas? Nada evolui onde n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o, troca e busca de equil\u00edbrio. N\u00e3o h\u00e1 envolvimento onde n\u00e3o existe respeito e observa\u00e7\u00e3o ao que j\u00e1 existia antes. O que vemos s\u00e3o enormes projetos alienados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vidas presentes ali. S\u00e3o estranhos que chegam, se instalam e na bagagem trazem impactos e perdas para quem \u00e9 obrigada a receb\u00ea-los<br>Mulheres territ\u00f3rios de luta \u00e9 uma campanha que tem o objetivo de trazer o caminho das lutas e pr\u00e1ticas de resist\u00eancias marcadas e vividas desde os corpos das mulheres atingidas pelos megaprojetos de desenvolvimento. Falamos de territ\u00f3rios impactados por complexos industriais, megaempreendimentos de minera\u00e7\u00e3o e siderurgia, hidrel\u00e9tricas, grandes obras de infraestrutura, agroneg\u00f3cio, especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e militariza\u00e7\u00e3o.<br>S\u00e3o corpos atravessados por esses megaprojetos e que perdem seus lugares de morada, suas comunidades, seus meios de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida, suas formas tradicionais de viver. Corpos e territ\u00f3rios impactados que veem sua sa\u00fade e cultura amea\u00e7adas. Atingem mulheres, jovens, comunidades inteiras e tamb\u00e9m rios, matas, montanhas, mangues e paisagens.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"bb74\">Mas as mulheres e os territ\u00f3rios resistem!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"77f6\">Resistem todos os dias. Desde sua indigna\u00e7\u00e3o e rebeldia, seguem construindo vida em contextos de morte, atrav\u00e9s do seu potencial criativo material e imaterial. Nutridas pelos encontros, pelas coletividades entre mulheres, pelas artes, pelas pr\u00e1ticas de cuidado coletivo e autocuidado, pelas suas hist\u00f3rias e ancestralidades, pela rela\u00e7\u00e3o umbilical com a natureza, pelas espiritualidades, pelos saberes e sabedorias circulares e pelos encantados.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"c874\">Esses megaprojetos s\u00e3o, em sua estrutura e l\u00f3gica de opera\u00e7\u00e3o, fundamentalmente estabelecidos pela explora\u00e7\u00e3o capitalista, racista e patriarcal dos corpos-territ\u00f3rios. A maior parte dos casos que traremos no decorrer da campanha tratam-se de conflitos ligados a um modelo baseado na reprimariza\u00e7\u00e3o da economia e em pr\u00e1ticas neoextrativistas, cujo&nbsp;<em>boom<\/em>&nbsp;se deu no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI na Am\u00e9rica Latina e Caribe. Esse modelo tem como base a expropria\u00e7\u00e3o total da for\u00e7a de trabalho humana nos territ\u00f3rios e dos recursos naturais para exporta\u00e7\u00e3o. Os megaprojetos tamb\u00e9m podem se aliar \u00e0s manobras do capital financeiro junto a governos neodesenvolvimentistas para fazer a engrenagem de produ\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o de riqueza seguir \u00e0 pleno vapor.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"b0b0\">O racismo e o patriarcado s\u00e3o aspectos que nesse contexto se acentuam. Os territ\u00f3rios mais atingidos, o trabalho precarizado e os corpos violentados e invisibilizados possuem cor, g\u00eanero e territorialidade. S\u00e3o aqueles considerados descart\u00e1veis, que podem se deteriorar, que podem ser violentados, que podem n\u00e3o ter casa, condi\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade dignas. S\u00e3o corpos negros, quilombolas, marisqueiros, pesqueiros, do garimpo artesanal e da agricultura familiar, os mais atingidos. E \u00e9 nos corpos das mulheres que esses impactos s\u00e3o vividos de maneira ainda mais potencializada. S\u00e3o elas as que mais persistem na defesa de si, dos seus e de seus territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"7da8\">Em sua maioria, s\u00e3o as mulheres que, mesmo atravessadas pelos megaprojetos e os desafios que imp\u00f5em a vida, permanecem em suas casas. A elas tem sido delegado o trabalho de garantir a reprodu\u00e7\u00e3o da vida de seus filhos, dos mais velhos, da fam\u00edlia e da comunidade. S\u00e3o as que precisam ser fortaleza e as que n\u00e3o t\u00eam outra escolha. Os trabalhos que chegam, que n\u00e3o s\u00e3o nem 5% do prometido, mas seguem sendo a principal arma do tal discurso de desenvolvimento, n\u00e3o s\u00e3o para as mulheres. A possibilidade de abandonar os territ\u00f3rios em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 para as mulheres. A possibilidade de ir e vir em seus territ\u00f3rios sem medo passa a n\u00e3o ser uma realidade para elas com a chegada de centenas de homens de fora. E como garantir a reprodu\u00e7\u00e3o da vida sem a possibilidade de plantar, pescar, catar marisco?<\/p>\n\n\n\n<p id=\"f1a6\">Por esses e tantos outros motivos que as mulheres s\u00e3o, se reconhecem e se afirmam, a partir de suas pr\u00e1ticas e seus corpos, cada vez mais, como Territ\u00f3rios de Luta.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e9d7\">Na trajet\u00f3ria que se desdobra tamb\u00e9m nessa campanha, percorremos, dialogamos e refletimos junto com diversas mulheres para construir compreens\u00f5es coletivas sobre essa realidade. Percorremos a Zona Oeste do Rio de Janeiro; a cidade de Volta Redonda, no estado do Rio; alguns territ\u00f3rios de Minas Gerais, como Brumadinho, Catas Altas, Muria\u00e9, Mariana e Serra do Brigadeiro; a realidade do Complexo Industrial de Suape, na regi\u00e3o metropolitana de Recife, em Pernambuco; o caminho do min\u00e9rio que percorre desde o Par\u00e1 at\u00e9 a sa\u00edda do mar no Maranh\u00e3o, nos territ\u00f3rios de Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s, Paraopeba, A\u00e7ail\u00e2ndia e S\u00e3o Luiz; e as terras invadidas do Par\u00e1, como Altamir e Oriximin\u00e1. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m pensamos junto a mulheres que trazem suas vidas e caminhos desde a Bol\u00edvia, Chile, Peru, Guatemala, El Salvador, Nicaragua e tantas outras trocas vividas por outros territ\u00f3rios e articula\u00e7\u00f5es latino-americanas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"b649\">S\u00e3o trocas que partiram, sempre, da constru\u00e7\u00e3o de afetos, de rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a e de di\u00e1logos sinceros e respeitosos com as hist\u00f3rias e dores trazidas por cada companheira e suas coletividades.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"b3b5\">A\u00a0<strong>Campanha Mulheres Territ\u00f3rios de Luta<\/strong>\u00a0trar\u00e1 assim a pot\u00eancia de vida e luta dessas mulheres-territ\u00f3rios em forma de imagens, textos, v\u00eddeos, ilustra\u00e7\u00f5es, fotos, cartilhas, livros, falas, debates, lambes, anedotas, mitos, risos, de tudo um pouco. Ser\u00e1 o pulsar luta e vida no ecoar de vozes de muitas mulheres. S\u00e3o Bertas, Marielles, Nicinhas, Anas, Veras, Sandras, Angelas, Silvias, Teresas, Raqueis, Panchas, Luizas, Saras, Rosas, e tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p id=\"1785\">La\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/pacsinstituto.medium.com\/mujeresterritoriosdelucha-formas-de-vivir-y-re-existir-3845df5163ed\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/pacsinstituto.medium.com\/mujeresterritoriosdelucha-formas-de-vivir-y-re-existir-3845df5163ed\">Campa\u00f1a Mujeres Territorios de Lucha<\/a><\/strong>\u00a0es una entre tantas expresiones de una historia viva y colectiva que est\u00e1 presente en diversas mujeres. Son cuerpos que, submersos en sentimientos, reflexiones y dolores, se ven como parte de luchas y conflictos. Son mujeres que viven situaciones que parecen bien mayores que ellas propias, pero en realidad son la continuaci\u00f3n y el eco de sus cuerpos-territorios. Son historias, reflexiones, sentimientos, expropiaciones y reapropiaciones, artes, sue\u00f1os, encuentros, colectividades, naturaleza, violencias, luto, indignaci\u00f3n, encantamiento y muchas formas de vivir y (re)existir.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"b2f8\">Mujeres, comunidades y colectividades que se ven, sin consulta, permiso o di\u00e1logo, atravesadas por por megaproyectos de muerte, vendidos como megaproyectos de desarrollo. Y que, ante esta realidad, precisan reafirmar sus cuerpos-territorios como espacios de lucha. Son complejos industriales que atraviesan quilombos, manglares y avanzan violentamente sobre el cuerpo de las mujeres. Centrales hidroel\u00e9ctricas que cruzan comunidades ribere\u00f1as, r\u00edos y formas de vivir. Son mineras que crecen sobre casas, nacientes y tierras de cultivo para subsistencia. Son sider\u00fargicas que penetran los hogares, los pulmones, la piel y la pesca artesanal. Son ferrocarriles que atropellan quilombos, comunidades, tierras ind\u00edgenas y tantos en el camino. Son muchos los ejemplos de atravesamientos y desrespeto a las formas de vivir y a la legislaci\u00f3n de protecci\u00f3n de la vida y de la naturaleza, que en algunos casos ya son limitadas por s\u00ed misma.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"5da4\">\u00bfLo que se est\u00e1 desarrollando en esas tierras atravesadas? Nada se puede evoluir donde no existe relaci\u00f3n, intercambio y b\u00fasqueda por equilibrio. No hay desarrollo donde no hay respeto y atenci\u00f3n a lo que preexistia. Lo que observamos son enormes proyectos alineados en relaci\u00f3n a las vidas all\u00ed presentes. Son extra\u00f1os que llegan, se instalan y en el equipaje traen impactos y p\u00e9rdidas a quien es obligado a recibirlos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"38d3\"><strong>Mujeres Territorios de Lucha&nbsp;<\/strong>es una campa\u00f1a que tiene el objetivo de rescatar el camino de luchas y pr\u00e1cticas de resistencias marcadas y vividas desde los cuerpos de las mujeres afectadas por los megaproyectos de desarrollo. Tratamos de territorios impactados por complejos industriales, megaemprendimientos de miner\u00eda y siderurgia, hidroel\u00e9ctricas, grandes obras de infraestructura, agronegocio, especulaci\u00f3n inmobiliaria y militarizaci\u00f3n. Son cuerpos atravesados por esos megaproyectos y que pierden sus moradas, sus comunidades, sus medios de producci\u00f3n y reproducci\u00f3n de la vida, sus formas tradicionales de vivir. Cuerpos y territorios impactados que ven su salud y cultura amenazados. Afectan mujeres, j\u00f3venes, comunidades enteras y tamb\u00e9m r\u00edos, bosques, monta\u00f1as, manglares y paisajes.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"160e\">\u00a1Pero las mujeres y los territorios resisten!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"7815\">Resisten todos los d\u00edas. Desde su indignaci\u00f3n y rebeld\u00eda, siguen construyendo vida en contextos de muerte, a trav\u00e9s de su potencial creativo material e inmaterial. Nutridas por los encuentros, las colectividades entre mujeres, por las artes, por las pr\u00e1cticas de cuidado colectivo y autocuidado, por sus historias y ancestralidades, por la relaci\u00f3n umbilical con la naturaleza, por las espiritualidades, por los saberes y sabidur\u00edas circulares y por los seres encantados.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"d237\">Esos megaproyectos son, en su estructura y l\u00f3gica operativa, fundamentalmente establecidos por la explotaci\u00f3n capitalista, racista y patriarcal de los cuerpos-territorios. La mayor\u00eda de los casos rescatados a lo largo de la campa\u00f1a se tratan de conflictos ligados a un modelo basado en la reprimarizaci\u00f3n de la econom\u00eda y en pr\u00e1cticas neoextractivistas, cuyo&nbsp;<em>boom&nbsp;<\/em>se dio al inicio del siglo XXI en Am\u00e9rica Latina y Caribe. Dicho modelo tiene como base la expropiaci\u00f3n total de la fuerza de trabajo humana en los territorios y de los recursos naturales para exportaci\u00f3n. Los megaproyectos tambi\u00e9n pueden aliarse con las maniobras del capital financiero junto a gobiernos neodesarrollistas para mantener el engranaje de producci\u00f3n y concentraci\u00f3n de riqueza en plena marcha.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"75d2\">El racismo y el patriarcado son aspectos que se acent\u00faan en ese contexto. Los territorios m\u00e1s afectados, el trabajo precarizado y los cuerpos violentados e invisibilizados tienen color, g\u00e9nero y territorialidad. Son aquellos considerados desechables, que pueden deteriorarse, que pueden ser violentados, que pueden no tener hogar, condiciones de alimentaci\u00f3n y salud dignas. Son cuerpos negros, quilombolas, marisqueros, pesqueros, del garimpo artesanal y de la agricultura familiar, los m\u00e1s impactados. Y es en los cuerpos de las mujeres que esos impactos son vividos de manera m\u00e1s potencializada. Ellas son las que persisten en la defensa de s\u00ed, de los suyos y de sus territorios.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"64e8\">En su mayor\u00eda, son las mujeres que, aunque atravesadas por los megaproyectos y los desaf\u00edos impuestos por la vida, permanecen en sus casas. A ellas les ha encargado el trabajo de garantizar la reproducci\u00f3n de la vida y de sus hijos, de los ancianos, de la familia y de la comunidad. Son las que necesitan ser fortaleza y las que no tienen otra opci\u00f3n. Los trabajos que llegan, que ni siquiera alcanzan 5% del prometido, pero siguen como el arma principal de tal discurso de desarrollo, no son para las mujeres. La posibilidad de abandonar los territorios en b\u00fasqueda de mejores condiciones de vida tampoco est\u00e1 abierta a las mujeres. La posibilidad de ir y venir en sus territorios sin miedo deja de ser realidad para ellas con la llegada de centenas de hombres de afuera. \u00bfY c\u00f3mo garantizar la reproducci\u00f3n de la vida sin la posibilidad de plantar, pescar, recoger mariscos?<\/p>\n\n\n\n<p id=\"4403\">Por esos y tantos otros motivos que las mujeres son, se reconocen y se afirman, a partir de sus pr\u00e1cticas y sus cuerpos, cada vez m\u00e1s, como Territorios de Lucha.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"57fe\">En la trayectoria por la que tambi\u00e9n se desarrolla en esta campa\u00f1a, recorremos, dialogamos y reflexionamos junto con diversas mujeres para construir comprensiones colectivas sobre esta realidad. Recorremos la Zona Oeste de Rio de Janeiro; la ciudad de Volta Redonda, en el estado de Rio; algunos territorios de Minas Gerais, como Brumadinho, Catas Altas, Muria\u00e9, Mariana y Serra do Brigadeiro; la realidad del Complejo Industrial de Suape, en la regi\u00f3n metropolitana de Recife, en Pernambuco; el camino mineral que va de Par\u00e1 a la salida del mar en Maranh\u00e3o, en los territorios de Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s, Paraopeba, A\u00e7ail\u00e2ndia y S\u00e3o Luiz; y las tierras invadidas de Par\u00e1, como Altamir y Oriximin\u00e1. Adem\u00e1s, tambi\u00e9n pensamos junto a mujeres que traen sus vidas y caminos desde Bolivia, Chile, Per\u00fa, Guatemala, El Salvador, Nicaragua y tantos otros intercambios vividos por otros territorios y articulaciones latinoamericanas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"a7a0\">Son intercambios que partieron, siempre, de la construcci\u00f3n de afectos, de relaciones de confianza y de di\u00e1logos sinceros y respetuosos con las historias y dolores trazidos por cada compa\u00f1era y sus colectividades.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"533d\">La&nbsp;<strong>Campa\u00f1a Mujeres Territorios de Lucha<\/strong>&nbsp;traer\u00e1 as\u00ed la potencia de la vida y lucha de esas mujeres-territorios en forma de im\u00e1genes, textos, videos, ilustraciones, fotos, cartillas, libros, charlas, debates, afiches callejeros, an\u00e9cdotas, mitos, risas, de todo un poco. Ser\u00e1 la palpitaci\u00f3n de lucha y vida en el eco de voces de muchas mujeres. Son Bertas, Marielles, Nicinhas, Anas, Veras, Sandras, Angelas, Silvias, Teresas, Raqueis, Panchas, Luizas, Saras, Rosas, y tantas otras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CAMPANHA MULHERES TERRIT\u00d3RIOS DE LUTA \u00e9 uma dentre tantas express\u00f5es de uma hist\u00f3ria viva e coletiva que est\u00e1 presente em diversas mulheres. S\u00e3o corpos que, submersos em sentimentos, reflex\u00f5es e dores, se veem como parte de lutas e conflitos. 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