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Conflitos Socioambientais

Ao tratarmos dos conflitos socioambientais, consideramos a politização da questão ambiental, ou seja: olhamos para as formas de apropriação e uso dos bens naturais que para os povos se apresentam como fonte de vida, enquanto que, para as grandes corporações, são apenas fontes de acumulação de lucros. Nessa lógica, partimos do entendimento da desigualdade e do racismo ambiental, que nos mostra que os danos do que costumamos chamar de progresso se direcionam a grupos sociais vulneráveis, empobrecidos e, principalmente, populações tradicionais e negras e negros, enquanto os benefícios se restringem aos grandes interesses econômicos.

Dessa forma, nos casos de conflitos que envolvem megaprojetos e comunidades, nos colocamos em luta por justiça ambiental, no esforço de fazer valer os direitos dos povos que historicamente ocupam, constroem suas formas e ambientes de vida e têm uma relação umbilical e de cuidado mútuo com a natureza. Esses povos estão constantemente ameaçados por empresas e projetos que visam apenas a expropriação de terras, territórios e recursos em prol do acúmulo de capital e manutenção da lógica de concentração de riqueza nas mãos de poucos, às custas de muitos. Consideramos, ainda, a ênfase no impacto maior sobre a vida das mulheres em seu rol de trabalho reprodutivo a partir das violações às formas tradicionais de vida, aumento da poluição e contaminação, desterritorialização, adoecimentos físicos e emocionais, dentre outros.

Nesse campo de trabalho, destacamos: materiais de crítica a TKCSA, TERNIUM, Cartilha “Mulheres e Conflitos Ambientais”, materiais dos Atingidos e Atingidas pela Vale, Crítica ao Capitalismo Verde (Jubileu), entre outros..