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PACS participa de ato em solidariedade ao povo venezuelano e em defesa da soberania e dos direitos humanos

Na última segunda-feira, dia 5 de janeiro, centenas de pessoas se reuniram na Cinelândia, no Rio de Janeiro (RJ), para protestar contra a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua companheira, Cilia Flores, no último sábado, dia 3. A equipe do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) participou do ato, que fez parte de uma agenda nacional e internacional de mobilizações em solidariedade ao povo venezuelano e em defesa da soberania e dos direitos humanos na América Latina.

“Para nós, estar nesse ato é honrar e dar continuidade a uma luta que atravessa toda a história do PACS e com a qual vamos continuar comprometidas”, diz a coordenadora de projetos e integrante da coletiva de gestão do PACS, Ana Luisa Queiroz. “O PACS nasce em um período de redemocratização, após as ditaduras na América Latina, então, para nós, a defesa da soberania nacional, da democracia e da autonomia dos povos sobre os seus próprios territórios é e sempre foi fundamental para a garantia de todos os outros direitos. Ou seja, não há defesa dos direitos humanos, das mulheres, do clima ou do meio ambiente sem a garantia da autonomia dos povos e de um rompimento com essa relação imperialista, sobretudo dos EUA em relação à nossa região”.

Durante o ato, manifestantes exibiram faixas e cartazes denunciando os interesses econômicos da invasão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Para os manifestantes, a disputa pelo controle desses “recursos estratégicos” está no centro da questão.

Também houve destaque nas falas e faixas para o fato de que, historicamente, as intervenções estrangeiras na região têm promovido desigualdades, violência e dependência econômica.

Para o PACS, defender a Venezuela, hoje, significa defender toda a América Latina, pois a ofensiva estadunidense aprofunda uma escalada imperialista que ameaça não só o povo venezuelano, mas todos os povos latino-americanos.