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PACS participa de VIII Jornada de Agroecologia da Bahia, em Salvador

A VIII Jornada de Agroecologia da Bahia reuniu centenas de representantes de povos e comunidades tradicionais, movimentos populares e organizações da sociedade civil, entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro de 2025, em Salvador (BA). Na ocasião, quem representou o Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) foi a coordenadora de projetos Yasmin Bitencourt.

Coordenadora de projetos do PACS participa de VIII Jornada de Agroecologia da Bahia, em Salvador. Foto: Acervo pessoal/Yasmin Bitencourt

O encontro é realizado desde 2012 pela Teia dos Povos, com o objetivo de fortalecer as lutas por terra, território, agroecologia popular e soberania. É um espaço importante de diálogo, formação, articulação política e troca de experiências.

A cada ano, o encontro propõe um novo tema, pautado na realidade e necessidade dos povos tradicionais, camponeses, periferias e coletivos que lutam pelo direito à terra e pela agroecologia. Em 2025, o tema norteador foi: “Aliança Campo e Cidade para o Combate à Fome e à Pobreza”. A programação contou com debates, oficinas, feira de produtos agroecológicos e shows com artistas populares, como Mateus Aleluia e Mestre Bule-Bule.

Coordenadora de projetos do PACS e Mestre Joelson, do Assentamento Terra Vista, no sul da Bahia. Foto: Acervo pessoal/Yasmin Bitencourt

No fim do encontro, foi produzida uma carta que reúne as principais reflexões levantadas pelos participantes. O texto aponta que “a fome não é uma questão pontual e sim estrutural” e que “estratégias políticas que se reduzem a paliativos, por meio da assistência social, podem funcionar temporariamente, mas não enfrentam a grande chaga do país, que é o fato de sermos campeões mundiais de concentração fundiária”.

A carta critica os incentivos públicos ao agronegócio e a falta de apoio para a agricultura familiar. Ainda aponta uma série de desafios da atual conjuntura, que incluem o avanço da extrema direita e da crise climática.

“Enquanto vastas áreas pegam fogo, pesadas chuvas podem arrasar estados inteiros. Recebemos os relatos de nossos irmãos vindos de localidades atingidas por desastres recentes, como as tempestades no Rio Grande do Sul. Percebemos que essa nova realidade, da intensificação dos eventos extremos, traz grandes ameaças e desafios às comunidades, e somente com um meticuloso trabalho de preparação e prevenção, poderemos minimizar parte dos problemas nessa nova era. É mais uma situação que evidencia a urgência da agroecologia!”, diz a carta.

Para acessar a carta da VIII Jornada de Agroecologia da Bahia na íntegra, clique aqui.