PACS participa de plenária que celebra 20 anos do GT Mulheres da ANA
Depois de quase dois anos sem encontros presenciais, o Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia – o GT Mulheres da ANA – se reuniu em Brasília, entre os dias 20 e 22 de março, em uma Plenária Nacional que celebrou os 20 anos do GT.
O Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) – que faz parte do GT e da ANA – participou da plenária. Na ocasião, quem o representou foi a sua coordenadora institucional, Aline Lima, que também integra a coletiva de gestão do PACS.
A plenária é estratégica para a preparação das mulheres para o próximo Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) e foi um momento importante e muito especial para revisitar memórias, celebrar histórias, reforçar laços e tecer futuros. O encontro reafirma a palavra de ordem que ecoa dos quintais e das ruas: sem feminismo, não há agroecologia.
“Foi um encontro muito representativo. A gente teve cerca de 50 mulheres, de todas as regiões do país. E a gente teve também a participação do poder público, sobretudo dos órgãos ligados à agricultura familiar e agroecologia. Então a gente pôde fazer perguntas e ter respostas diretas em relação a políticas públicas para agroecologia, assistência técnica e extensão rural especificamente para as mulheres, além de retornos sobre os projetos dos quintais agroecológicos”, relata a coordenadora do PACS.

A programação contou com místicas, dinâmicas de grupo, rodas de conversa, plenárias e atividades culturais.
Para Aline Lima, um ponto alto foi a dinâmica do Rio da Vida, que aconteceu no segundo dia do encontro. Em uma publicação no Instagram, o GT relembra como foi esse momento:
“Com o tecido azul formando o nosso rio, cada mulher foi depositando ali elementos que contam a nossa trajetória: lutas, conquistas, desafios e sonhos que seguem nos movendo. Mais do que lembrar o caminho, foi sobre reconhecer a potência de tudo que construímos juntas e reafirmar o compromisso com o que ainda vem pela frente”.
Outro destaque para a coordenadora do PACS foi a centralidade que o cuidado teve na plenária.
“A gente teve uma rezadeira e uma massoterapeuta no encontro todo, cuidando das mulheres”, conta Aline. “Isso foi uma coisa muito importante, poder valorizar esse espaço do cuidado e colocá-lo enquanto um espaço de fato político, visto que somos nós, as mulheres, as maiores executoras do trabalho do cuidado, no Brasil e no mundo”.
