PACS se une a mais de 80 organizações em campanha por justiça tributária e taxação dos super-ricos
A campanha “Taxar os super-ricos: justiça tributária começa no topo” reúne mais de 80 organizações da sociedade civil, sindicatos e movimentos sociais, com um objetivo: transformar o sistema tributário brasileiro. O Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), que tem uma trajetória de 40 anos pautando a justiça econômica e tributária no país, apoia a campanha e assina o seu manifesto. Clique aqui para conferir o texto na íntegra e apoiá-lo também.
Lançada nacionalmente em abril, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a campanha inaugura uma nova etapa de mobilização em torno do tema. Sua pauta central é a construção de um sistema mais justo, que financie políticas públicas capazes de reduzir desigualdades históricas e responder aos desafios socioambientais da atualidade, fortalecendo direitos como saúde, educação, moradia, assistência social, cultura e proteção ambiental.




No estado do Rio de Janeiro, o lançamento da campanha aconteceu no dia 22 de junho, em um evento realizado na capital, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A atividade reuniu representantes de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, parlamentares e pesquisadores, para debater o papel da política tributária no enfrentamento das desigualdades.
Participaram da mesa de abertura a deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), a Coordenadora de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, Carolina Gonçalves, a presidenta do PACS e coordenadora da Rede Jubileu Sul Brasil, Sandra Quintela, e as mobilizadoras da Campanha Justiça Tributária Já!, Juliana Cândido e Gláucia Nascimento.
A coordenadora de projetos e integrante da coletiva de gestão do PACS, Ana Luisa Queiroz, participou do evento. Para ela, a campanha é fundamental neste momento porque “é muito importante que a gente consiga expor a violência do sistema capitalista, que permite tamanha concentração a partir da exploração dos povos e dos territórios”.
“A campanha contribui para uma luta histórica da classe trabalhadora, em defesa da vida digna, expondo o quanto um sistema tributário injusto alarga as desigualdades em nosso país”, afirma Ana Luisa.
Por que taxar os super-ricos?
Os tributos são a principal fonte de financiamento do Estado e permitem viabilizar serviços públicos e políticas que garantem direitos básicos à população. Mas o sistema tributário brasileiro permanece profundamente desigual há décadas. Grande parte da arrecadação vem dos impostos sobre o consumo, que são embutidos no preço de alimentos, medicamentos, gás de cozinha, transporte e outros bens essenciais. Isso faz com que, na prática, pessoas com renda menor paguem proporcionalmente mais impostos do que quem concentra grandes fortunas.
Para resolver esse problema, a campanha “Taxar os super-ricos: justiça tributária começa no topo” apresenta uma série de reivindicações, que incluem a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), a taxação de setores que causam dano ambiental e à saúde pública, a redução dos impostos sobre consumo, além de mais transparência e participação social.
A campanha também produziu uma cartilha para apoiar as ações locais de mobilização, formação e incidência. Clique aqui para conferir.
Para acompanhar as próximas atividades da campanha e fazer parte dessa mobilização, siga @pelataxacaodosricos nas redes sociais.
